Quando nos debruçamos sobre o que quer dizer a palavra “Psicossocial” percebemos uma pequena limitação no universo de sua abrangência e nos efeitos positivos ou não, sendo assim, utilizaremos a palavra “Psicossociológicos”, pois a interação das duas ciências, a “Psicologia e Sociologia” aumentam a possibilidade de se ter uma visão mais abrangente sobre os efeitos positivos ou não no indivíduo e na coletividade.

Dentro das interações humanas numa visão social, vamos dividir em três, que são, o indivíduo e a sociedade, o indivíduo e as relações familiares e o indivíduo e a relação de trabalho.

A primeira das três, sem sombra de dúvida é a mais impactante, pois ela será a estrutura básica nas interações e relações humanas tanto familiares quanto profissionais.

A primeira infância, que se considera dos 0 aos 7 anos, em média, o indivíduo humano interage com pares genéticos, pais naturais ou com aqueles que assumem a responsabilidade pela criação de um ser humano, os pais adotivos.

Independentemente da situação, ambas se consolidam como uma provável referência na construção da estrutura de percepção do indivíduo e consequentemente as suas reações sobre o percebido, numa dinâmica simples que é a busca do prazer e afastamento do desprazer.

Numa fração muito pequena do tempo da existência humana, as interações que basicamente eram limitadas ao seio familiar, foram expandidas, levando o indivíduo a escolarização mais precoce e aumentando a quantidade de referência para construção da sua estrutura de percepção. Outro fator que vem impactando também, nessa construção, é a exposição desse indivíduo a um excesso de informações através das redes sociais que, na maioria das vezes, são conteúdos rasos que geram distorções dos valores básicos construídos pela sociedade humana e considerados como fundamentais nas relações sociais.

A segunda é a relação desse indivíduo na construção de sua família “Marido e Esposa” que é um desafio, pois é a união de duas estruturas de percepção construídas em bases de referências não necessariamente iguais. Porém, como é uma estrutura social pequena, ou seja, em média limitada a quatro indivíduos. Se houver um consenso de propósito, a possibilidade de harmonia e sucesso dessa relação é grande.

A terceira é relação desse indivíduo com o ambiente de trabalho. Essas interações sociais são complexas pelo simples fato de que as escolhas não são feitas por afinidades ou interesses pessoais e sim baseadas nos conhecimentos, habilidades e atitudes de um indivíduo e consolidadas como “Competências” que são avaliadas por um especialista dentro da estrutura de uma empresa.

Se não houver uma organização adequada dessa complexidade, construindo de maneira clara qual é o papel de cada indivíduo na produção de um produto ou serviço, que é disponibilizado ao mercado, conforme o propósito da empresa, essa estrutura social poderá se transformar em uma verdadeira torre de babel.

Quais são os fatores percebidos como críticos e ameaçadores da estabilidade nas interações “Psicossociológicas” dentro do ambiente de trabalho:

1 – Não ter informações consistentes, aplicáveis e válidas da estrutura de percepção e reação do indivíduo, identificando de maneira clara quais são as ações ou atitudes que geram prazer ou desprazer em cada colaborador no sentido de gerar o resultado desejado;

2 – Não Identificar e consolidar com clareza, qual é o objetivo social de cada colaborador para permanecer numa relação social complexa onde o propósito é atingir um resultado através das competências individuais;

3 – Não construir um processo de comunicação e motivação que não seja único, mas sim, entender que cada indivíduo dentro de sua estrutura de percepção e reação se comunica e se motiva de forma diferente, não só baseado na sua estrutura psicossocial, mas também nos valores sociológicos construídos desde de sua primeira infância. (Psicossociológicos).

A construção adequada dessas informações, mitigando ao máximo a subjetividade das quais elas são construídas, poderá estabelecer uma estabilidade na estrutura de colaboradores, podendo diminuir custos, de maneira significativa, e consequentemente aumentando a lucratividade da empresa.

Podendo, assim, investir de forma consciente no desenvolvimento não só da liderança, mas também, em todos os colaboradores na evolução de suas competências, gerando com isso, comprometimento e entregas desejadas.

A equipe da Prospeto Assessoria vem se debruçando de maneira continua há mais de vinte anos na construção e validação de processos e ações no sentido de viabilizar uma relação social, que apesar da sua complexidade, acreditamos ser possível construir o equilíbrio no sentido de mitigar, ao máximo os, riscos Psicossociais.

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