@NR 01 “Ação/Objetivo

Uma postura observável nas atitudes dos seres vivos, é produzir ações perante uma situação nova recorrendo a experiências adquiridas de situações similares já vivenciadas que geram segurança interna. Essa condição é natural, pois buscar caminhos com menor custo de energia para relacionar com novas situações, na maioria das vezes parece ser o ideal.

Porém, nessa primeira postura, na maioria das vezes, temos ações diferentes, como tudo, produzindo resultados iguais. Com a NR01 não está sendo diferente, pois observando a infinidade de sugestões apresentada por diversos canais, seja por empresas especializadas em segurança do trabalho ou profissionais por sua formação e experiência que atuam nesta área.

Todas as ações sempre terão sua relevância, porém, a estrutura base dessas ações estão em mensurar algo concreto e palpável nas ações realizadas sobre as outras NRs, que predominantemente atinge os objetivos.

No caso da NR01, o objetivo do estado brasileiro é redistribuir a responsabilidade do gerenciamento dos afastamentos por saúde mental, que atingiu em 2024 o pico jamais imaginado nos mais pessimistas conforme o gráfico abaixo.

Fonte: G1

Será que a responsabilidade é somente das empresas e organizações? Claro que não, pois os fatores que podem gerar agravamento da saúde mental de um indivíduo humano ultrapassam o poder de atuação na gestão de pessoas dentro das mesmas, pois temos outros fatores que são da responsabilidade de outros agentes.

Quando se fala de segurança psicossocial dentro do ambiente das empresas e organizações, o nível de subjetividade desse tema é inimaginável, principalmente, por estamos falando em criar ações sobre a coletividade e não necessariamente sobre cada indivíduo. Se forem criadas metrificações que não contemplam de fato a subjetividade, será obtido uma massa de dados, porém, será que elas atingiram o objetivo desejado, a princípio, pelo o estado?

O objetivo do estado, sem sombra de dúvida, é diminuir o custo que está sendo gerado para o órgão responsável por custear os afastamentos por saúde mental, mas será que este custo é só do estado?

Quando observamos outros dados, percebemos de maneira bem clara que as empresas e organizações estão sofrendo, também, com os índices assustadores do afastamento por saúde psicossocial. Alguns efeitos estatísticos registrados que atingem as empresas e organizações interferem diretamente nos resultados das mesmas.

No Brasil, o número de pedidos de demissão bateu recorde em 2024, com 7,3 milhões de demissões voluntárias, um aumento de 7,9% em relação ao ano anterior.

Como se distribuem os desligamentos? Entre novembro de 2023 e abril de 2024, foram registrados 3,77 milhões de pedidos de desligamento. Já em janeiro de 2025, 37,9% dos desligamentos foram a pedido do trabalhador. Deste índice, 29,4% estão relacionados a indivíduos entre 18 e 24 anos

O que configura as principais causas de desligamento? Baixa qualidade do clima organizacional, falta de alinhamento de expectativas, falta de reconhecimento, falta de um plano de carreira, valores pessoais desalinhados com os da empresa e o ambiente de trabalho que não é saudável.

Diante deste cenário se não formos, de fato, capazes de rever os padrões e procedimentos para mapear e mitigar fatores psicossociais que nos norteiam, as empresas dificilmente conseguirão “reverter os índices acima apresentados”.

Claro que continuaremos a utilizar ferramentas já utilizadas em mapeamentos que não são especificamente da área psicossocial, porém, que por ajustes e adaptações, podem agregar informações relevantes para mapear essa área.

Porém, será, absolutamente, necessária a utilização de ferramentas que possam capturar o grau de subjetividade inerente as origens das doenças psicossociais, para que o seu mapeamento seja efetivo e as ações de mitigação, correção e realinhamento da gestão, tenham êxito.

A subjetividade encontrada nos casos das doenças psicossociais tem origens, principalmente, e na maioria das vezes sem intencionalidade, nas relações interpessoais, nas falhas da comunicação entre colegas de trabalho e, principalmente, na falha de comunicação, bem como, na falta de aderência e compatibilidade de perfis comportamentais entre líderes e liderados.

Trabalhar com uma ferramenta adicional que proporcione o mapeamento dessas causas, que identifiquem níveis de ansiedade e estresse no grupo, suas possíveis causas e encaminhamento de soluções, elevaria o padrão do trabalho realizado, ampliando a melhoria do bem-estar das equipes e eliminando as diversas causas de perdas e prejuízos para a empresa.

Equipe da Prospeto Assessoria.

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